César Souza: “Acredite nos seus sonhos”.

19/04/13 08:00
 
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César Souza: “Acredite nos seus sonhos”.

César Souza foi, até 1998, vice-presidente da Odebrecht of America, radicado em Washington nos EUA, onde implementou uma visão de negócio que muito contribuiu para a internacionalização da empresa. Até 2001, foi sócio-diretor do Monitor Group, empresa fundada por Michael Porter.

Hoje, César é presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos que está ajudando a transformar o mundo das PMEs. Acompanhe as dicas que ele traz para os pequenos e médios gestores:

Qual a grande evolução que o Movimento Empreenda, encampado pela Editora Globo, trouxe para as PMEs?

O Movimento Empreenda conseguiu dar maior consciência da importância do empreendedorismo como base para o novo patamar de capitalismo mais profissionalizado e amadurecido do Brasil. Parabenizo a todos – empresas, instituições e pessoas notáveis – que empreenderam essa iniciativa de criar o Movimento Empreenda. Belo exemplo para nosso país.

Qual o real papel dos pequenos empreendedores na economia brasileira?

Papel fundamental. A economia irá bem se os empreendedores de PMEs se sentirem encorajados a investir e transformar seus sonhos em negócios. Sempre digo que um projeto é um sonho com data marcada. São os empreendedores, e não o Governo, quem cria empregos, quem faz o PIB e quem torna um país criativo e competitivo. Um país sem empreendedores é um país pobre, sem futuro.

Qual a dica para o empreendedor que ainda não teve coragem para tirar seu sonho do papel?

Acredite nos seus sonhos, em primeiro lugar. Segundo, entenda o sonho dos clientes a quem você quer servir. Em terceiro, mobilize pessoas e aliados em torno do seu sonho, pois ninguém monta um negócio sozinho. Assim, o sucesso do empreendedor é uma convergência de três sonhos: sonho do empreendedor, sonho do cliente e sonho da equipe e parceiros. Quando isso acontece, o sucesso é inevitável.

Qual o grande diferencial da Empreenda, que atua em estratégia, marketing e recursos humanos?

O diferencial é uma visão integrada e pragmática. O mundo acadêmico, ao tentar simplificar o entendimento sobre o mundo corporativo, acabou fragmentando o entendimento sobre a realidade das empresas. Criou uma visão de departamentos, silos, feudos. Assim, criaram o departamento de RH, o setor comercial etc.

Como se a empresa fosse feita de setores isolados. Mas a realidade é outra: marketing e RH precisam andar de mãos dadas e não de costas um para o outro.

Clientes e funcionários são dois lados do mesmo balcão, duas faces da mesma moeda. Estratégia é o que une ambos, de forma coerente. Assim, o grande diferencial de uma consultoria nessas três áreas é a capacidade de ajudar os dirigentes a ter uma visão integrada de aspectos que nunca deveriam ter sido separados.

Trocando em miúdos: uma estratégia para ser bem executada precisa de pessoas (RH) competentes e de formas eficazes de se relacionar e superar expectativas de seus clientes (Marketing).

Como saber qual o momento correto para uma empresa que deseja dar uma virada e apostar num negócio novo?

O melhor momento é quando tudo está indo bem. O melhor momento para mudar é quando as coisas estão positivas. Aí é possível ter calma para pensar na reinvenção da empresa, em ir para o próximo patamar. Para apostar em um novo negócio. Essa é a virada proativa, construtiva.

Mas sabemos que o mais comum é dar a virada quando as coisas vão mal, mas essa é a virada reativa, trata-se de superar problemas e dificuldades.

Também, é óbvio que superação sempre é válida, mas bom mesmo é quando a virada é proativa, é uma ruptura construtiva rumo a um futuro diferenciado. Isso é que torna difícil um concorrente pegar: quando todo mundo começa a imitar devido ao sucesso, a empresa não deve, nem pode, se acomodar. Essa a hora de se reinventar!

Você acredita que o futuro do Brasil está muito ligado a evolução da PMEs?

Sim, sim e sim. Acredito que o futuro do Brasil reside na evolução e profissionalização das PMEs, na garra, questionamento e capacidade de inovação dos jovens, e no aumento das mulheres em posições de comando na maioria das empresas. Com essas três novas circunstâncias ocorrendo simultaneamente teremos as bases para o Novo Brasil, mais forte, ético e competitivo.

 



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