Negócio de Mulher

01/08/14 11:36
 
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Negócio de Mulher

A vontade de fazer a diferença no mundo, uma veia empreendedora e o choque de realidade sobre os baixos índices de mulheres empreendedoras. Este é o contexto de nascimento do empreendimento Negócio de Mulher. Desenvolvido pelas atuais sócias Karine Drumond (à esquerda na foto), Priscila Valentino (à direita na foto) e a ex-sócia Marcela Abreu, em 2011, o negócio é dedicado a mulheres com uma vontade em comum: empreender. Trata-se de um projeto repleto de dicas, e-books, cursos e eventos para estimular e desenvolver iniciativas criativas para mulheres.
A TeG conversou com Karine para conhecer um pouco da história e do desenvolvimento do negócio.

Karine, você fala que a sua atuação anterior na agência Latitude14 foi sua primeira experiência empreendedora. O que você considera fundamental deste primeiro “laboratório” para desenvolver a sua formação empreendedora?
Em 2008, eu estava concluindo uma pós em Design de Interação e no final do curso surgiu a oportunidade de ser sócia da Latitude14, junto com um professor da pós e mais dois colegas. Na época, eu trabalhava em uma agência de design e internet, mas deixei o emprego e topei o desafio. Não tinha conhecimento, nem experiência empreendedora, por isso considero a Latitude14 um momento de virada e um verdadeiro laboratório, pois lá nós cuidávamos de tudo, desde prospecção e marketing até o desenvolvimento e entrega de projetos. Era uma empresa pioneira em usabilidade e design de interação e por conta disso desenvolvemos uma reputação muito bacana. Nossos clientes eram principalmente jovens startups de tecnologia e foi por aí que fui me apaixonando pelo empreendedorismo. Com meu conhecimento em Design de Interação ajudei muitas empresas de tecnologia a desenvolverem produtos melhores, focando nas pessoas, nos clientes, nos usuários.
Essa vivência me fez querer também ter um produto próprio, com mais autonomia, desenvolvendo algo único e criativo, usando a internet como plataforma principal.
Olhando para trás eu também percebo que nossa experiência – a minha com design e tecnologia e da minha sócia com projetos criativos da publicidade – foi muito importante no desenvolvimento do Negócio de Mulher porque nos ajudou a criar algo com mais personalidade.

Como surgiu o Negócio de Mulher?
Foi em um desses eventos de startup aqui em Belo Horizonte que encontrei com Priscila e Marcela. Percebemos que éramos as poucas mulheres do lugar e isso nos aproximou. Então ali mesmo, naquele dia, nos unimos para gerar ideias de projetos femininos na internet.

Por que focar no empreendedorismo feminino?
A ideia de focar no empreendedorismo surgiu desse nosso incômodo de querer ver mais mulheres empreendendo. A ideia de criar um negócio a partir disso foi se desenvolvendo com o tempo. Começamos em 2011 criando projetos femininos e, em paralelo, um blog para compartilhar nossos projetos e ideias com outras empreendedoras, que acabou virando um negócio.
No meio desse caminho percebemos que nossas iniciativas começavam também a inspirar outras empreendedoras, pois recebíamos muitos e-mails de mulheres com muitas dúvidas e pedindo auxílio. Foi aí que percebemos que poderíamos ajudar também outras mulheres, com nossa própria experiência empreendedora. Resolvemos investir nisso e nos capacitar.
Em 2013 assumimos como nosso propósito oficial inspirar e ajudar mulheres a empreenderem. Desde então foram quatro oficinas femininas em São Paulo e Belo Horizonte, publicamos nosso primeiro e-book gratuito “Quero Transformar Minha Paixão em Negócio, e agora?”, e um segundo chamado “Como Descobrir Meus Talentos”; formamos uma rede de mais de 11.000 mulheres e lançamos nosso primeiro curso online. Isso tudo tem sido simplesmente maravilhoso.

Quais são os maiores desafios em manter um negócio voltado para o empreendedorismo feminino?
Nós do Negócio de Mulher acreditamos que já conseguimos fazer o mais difícil, que é criar algo em que as mulheres acreditam e com que se identificam. Um negócio com propósito e com valores bem definidos, com conteúdo útil e inspirador. Foi isso que nos ajudou a enfrentar este primeiro desafio e dar o primeiro passo, daí para criar e comercializar produtos fica um pouco mais fácil.
Acreditamos no potencial das mulheres à frente do empreendedorismo. Apesar de sermos minoria no empreendedorismo digital, dados do Sebrae mostram que o número de empreendedoras cresceu 20% nos últimos 10 anos. Mas, na minha visão, os principais desafios da mulher empreendedora são autoconfiança, perfeccionismo (que pode a impedir de começar algo novo), dificuldade de autopromoção e networking.

Quais são os planos para o futuro?
Nós temos um plano de lançamento de novos produtos. Estamos apenas começando, inauguramos esta fase, neste ano, com o lançamento do curso online para empreendedoras. Pretendemos expandir essa atuação pela internet formando parcerias com outros profissionais e lançando novos produtos educativos



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