Capital de giro: como calcular?

29/01/14 09:42
 
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Capital de giro: como calcular?

O capital de giro é aquele dinheiro que a empresa precisa ter para funcionar por um determinado tempo. A questão é: como calcular esse determinado tempo? O que deve ser pensado no momento de definir esse valor? O que interfere no cálculo?

De acordo com o consultor do Sebrae, João Carlos Natal, esse “tempo determinado” varia de empresa para empresa, já que cada uma possui um segmento e uma situação econômica diferente. “Por exemplo, existem alguns empresários que vendem os produtos a prazo, quando mais eles venderam a prazo, maior deve ser o capital dele.”

Mas essa definição pode ser calculada, e parte de uma equação que o empresário deve fazer levando em consideração o estoque, o cliente e o fornecedor, que é chamado de cálculo financeiro em dias. Mas não é tão simples assim definir esses valores, já que o prazo total do empresário depende de prazos de pagamento do cliente e do fornecedor, além de levar em consideração outros diversos fatores como giro de estoque, recebimento do cliente, entre outros.

O calculo deve ser feito da seguinte forma:

prazo médio do estoque + prazo médio dos clientes – o prazo médio de pagamento = ciclo financeiro em dias.

“Com este resultado, as vendas do mês devem ser transformadas em vendas por dia e daí sai o valor necessário do capital de giro. Por exemplo, se você vende 1000 por dia, vai precisar de 30.000 no final do mês, está aí o seu capital de giro”, comenta Natal.

Para facilitar esse processo, a dica de Natal é analisar empresas semelhantes. “O empresário deve acompanhar o desenvolvimento e o faturamento de franquias do mesmo segmento, pois elas já são desenvolvidas. Publicações que tragam números concretos das empresas também são indicadas”, diz o especialista.

Outra dica é planejar o capital de giro no plano de negócios da empresa, e, neste caso, a dica do Sebrae é fazer uma reserva de 3 a 6 meses do capital de juros da empresa, já que o tempo médio que um negócio demora para começar a faturar é de dois anos.

Para quem está começando uma empresa, o consultor do Sebrae dá outra dica: “As pessoas precisam ter o capital de giro da empresa e o capital de giro pessoal, já que quanto menos você tirar dinheiro da empresa, melhor. O ideal é que as pessoas não tirem dinheiro nenhum da empresa, mesmo que forem os gastos mínimos como salário pessoal. Se possível, a pessoa deve calcular os gastos pessoais mensal e deixar reservado pelo período mínimo de dois anos”.

Para concluir, o consultor do Sebrae, cita a importância do planejamento e da preparação conceitual do empreendedor. “Sem ferramenta e planejamento você inicia um negócio sem saber praticamente nada, e falta de gestão é falta de preparação. Em geral, o brasileiro não gosta de finanças, então ele não cuida nem do financeiro pessoal, quem dirá o da empresa”, comenta Natal que acredita que este seja um dos maiores motivos da falência de empresas no país.

“Eu falo para os clientes que eles vivem apagando um incêndio por dia, sem controle nenhum. Isso acarreta em perca de tempo e de dinheiro, já que enquanto ele tenta resolver os problemas financeiros, perde a chance de trabalhar no operacional da empresa e faturar mais, consequentemente”, finaliza o especialista.



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