A vez dos dispositivos móveis

18/05/15 15:13
 
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A vez dos dispositivos móveis

Recentemente, o Google lançou um novo algoritmo de busca, que visa o crescimento de acesso de dispositivos, modos de busca e tempo no site. Com essa atualização, empresas que não possuem um site mobile perderão posições no ranking de busca orgânica. 

Segundo Fabricio Teixeira, diretor de UX Design na R/GA em Nova York, esse algoritmo novo algoritmo é, na verdade, uma série de regras que ajuda o buscador a priorizar os resultados que devem aparecer em primeiro lugar quando alguém faz uma busca por determinadas palavras-chave. “O que chamamos de ‘novo algoritmo’ é simplesmente uma mudança nessas regras, que passam a levar em conta com mais prioridade os resultados de busca que sejam ‘mobile-friendly’ – ou seja, sites que proporcionem uma boa experiência para os usuários quando acessados de dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets”, exemplifica. 

Na prática, isso significa que quando uma pessoa procura algo no celular, o Google não prioriza os sites que não tenham uma boa experiência para os usuários naquele tipo de dispositivo. Ou seja, quem sai ganhando é o usuário, que pode clicar nos resultados com tranquilidade de que o site estará pronto para recebê-lo no celular. 

Teixeira explica que essa mudança acaba pegando de surpresa algumas organizações cujos sites ainda não estejam preparados para serem acessados de celular. No médio prazo, a medida é uma forma de incentivar que as empresas que estão atrasadas busquem adaptar o design e passem a proporcionar melhores experiências para os usuários. “Estima-se que em um ou dois anos, a grande maioria das empresas já tenham se adaptado à mudança – e então a "competição" por melhores posicionamentos na página de busca volta a ficar justa para todas. Como esse algoritmo tem impacto direto no sucesso ou fracasso de milhões de empresas ao redor do mundo, sempre foi um segredo guardado a sete chaves pelo Google”, explica o diretor de UX Design na R/GA. 

Na opinião de César Marcondes, especialista Marketing Digital da Agência Otimize, o Google disponibiliza uma ferramenta para analisar (https://www.google.com/webmasters/tools/mobile-friendly/). “Uma forma bem simples é acessar o site da empresa no celular e ver se o conteúdo é exibido. Se não for exibido ou for mal exibido é porque o site será afetado pelo novo algoritmo. 

Segundo Marcondes, essa mudança do novo algoritmo vem sendo chamado como ‘mobilegeddon’ pelos especialistas em SEO. Na prática, serão duas grandes novidades que ajudarão os usuários a encontrar mais conteúdos de sites mobile: mais resultados de busca e mais conteúdo de aplicativos nos resultados de busca. O profissional dá cinco dicas para facilitar esse processo de adaptação para o novo algoritmo. Confira:

1. Se você já anuncia no Google AdWords, hão há relação entre buscas orgânicas e busca patrocinada; 

2. Se o teste realizado no seu site mostrou que ele não é responsivo, você deve procurar a sua agência/webdesigne e solicitar que seja alterado; 

3. 3. Muitas vezes não compensa “reformar” o site para deixat ele responsivo, vale a pena criar um novo site; 

4. Se o seu site não está indexado no Google, você precisa deixar ele otimizado – procure por uma agência / profissional em SEO; 

5. Só compensa ter um app se o seu produto/serviço tiver demanda, d mais recomendo ter um site responsivo.

Teixeira finaliza explicando que, infelizmente, muitas empresas só começam a atentar à importância em ter um site otimizado para celulares quando a não adequação às regras começa a afetar no bolso (ou na redução do número de visitantes, nesse caso, que não deixa de ter impacto financeiro também). “Mas a adaptação é essencial para qualquer empresa que queira se manter competitiva nos dias de hoje. O número de usuários que acessam a web pelo celular já passou há muito tempo os usuários que acessam de computadores desktop – e se adaptar a essa mudança de comportamento das pessoas é um passo natural que qualquer empresa deve começar a se preocupar, independente das mudanças no algoritmo do Google.”



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