Comportamentos no mundo virtual colocam a empresa em risco

27/10/15 08:30
 
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Comportamentos no mundo virtual colocam a empresa em risco

Em tempos de tecnologia e modernidade, a gestão empresarial não é feita apenas na parte de desenvolvimento de pessoas e estruturas. Com tantas novidades disponíveis no mercado, os líderes podem contar com diversas ferramentas que os auxiliem a facilitar o desempenho de tarefas do dia a dia. 

Por este motivo, muitos gestores e empreendedores se mantêm conectados praticamente o dia todo e, em alguns casos, podem esquecer as ameaças digitais que podem colocar as informações da empresa em risco. 

Mesmo as menores empresas têm informações valiosas e que chamam a atenção dos hackers, como cadastros de clientes, notas fiscais, transações bancárias, dentre diversas outras informações que podem acabar caindo nas mãos de pessoas mal intencionadas. 

Segundo Marcus Almeida, gerente de Inside Sales & SMB da Intel Security, muitos dos golpes realizados recentemente utilizam um malware capaz de alterar os números de boletos bancários. Ou seja, no momento da geração ou pagamento de coleto realizado online, o pagamento pode ser direcionado para outro beneficiário. “Essa é apenas uma das ameaças cibernéticas que podem trazer enormes prejuízos para uma empresa”. 

Este é apenas um dos problemas que podem surgir de dia a dia empresarial por conta da internet. Para evitar que qualquer empresa seja prejudicada com a segurança dos dados corporativos, Almeida aponta alguns comportamentos comuns que podem representar uma ameaça. Confira e aprenda a proteger a sua gestão: 

Na empresa 

Existem três comportamentos básicos no ambiente de trabalho que podem afetar a segurança das informações trocadas na empresa. A primeira delas é abrir e-mails suspeitos, uma vez que a maior parte das ameaças às pequenas empresas chega justamente por e-mail, a partir do golpe conhecido como phishing. Falsas ofertas, promoções, comunicados sobre intimações e contas a pagar escondem ameaças que podem se instalar no computador e roubar os dados armazenados. Geralmente a mensagem pede que o usuário clique em algum link, faça o download de um arquivo ou mesmo complete um cadastro com dados pessoais. “O e-mail é um grande vetor de contaminação nas pequenas empresas e cada vez mais os hackers estão criando mensagens mais sofisticadas e parecidas com e-mails oficiais”, explica Almeida. 

O segundo problema é usar o computador da empresa para atividades pessoais. Muitas vezes o empreendedor ou funcionário leva o computador do trabalho para casa para continuar trabalhando fora do horário do expediente e acaba usando a máquina para outras atividades. Assistir e baixar vídeos, fazer download de fotos e deixar os filhos usarem o mesmo computador usado para o trabalho pode comprometer a segurança dos dados armazenados. “Um computador usado na empresa para efetuar transferências bancárias, emissão de nota fiscal eletrônica, emissão de boletos e armazenar dados administrativos contém dados muitos valiosos e deve ser preservado”,
Destaca. 

Além disso, a terceira prática bastante comum e aparentemente inofensiva é conectar pen drives e dispositivos móveis desconhecidos na rede. A perda de um simples pen drive já pode ocasionar prejuízos à empresa pela perda de dados e pela possibilidade das informações caírem nas mãos de uma pessoa mal intencionada. “Além disso, vírus e malwares também podem atingir a empresa por meio de um pen drive infectado ou mesmo um smartphone que poderá transmitir malwares para a rede corporativa. As redes compartilhadas de escritórios de coworking também merecem uma atenção especial, já que um dispositivo infectado pode causar prejuízos a todos que usam a rede”, acrescenta.

Fora da empresa 

Por outro lado, as atividades realizadas fora da empresa também podem apresentar um risco às empresas. Por exemplo, o dia está corrido e a bateria do celular está acabando e o que você faz? Carrega o celular em locais públicos. Sim, o seu aparelho móvel também representa uma ameaça cibernética, uma vez que colocamos todas as informações pessoais e profissionais em um único dispositivo. Neste sentido, utilizar terminais para recarregar a bateria em locais como aeroportos, shoppings, eventos e até mesmo em salas de reuniões pode ser um grande erro. Ameida explica que o perigo é que a entrada USB pode transmitir tanto energia como dados do dispositivo, ou seja, uma pessoa mal intencionada pode instalar um dispositivo nesses terminais para infectar o aparelho ou copiar os dados dos dispositivos móveis conectados. 

E por fim, outro erro comum é usar redes wi-fi públicas. Pense bem, se o cabo USB já apresenta uma ameaça, imagine então navegar na internet (e acessar informações confidenciais) usando redes wi-fi em hotéis, cafés, aeroportos, eventos, e etc. 

Apesar de ser uma opção conveniente e econômica, um cibercriminoso pode facilmente criar uma rede wi-fi falsa com o mesmo nome do estabelecimento e capturar todos os dados que trafegarem naquela rede, incluindo senhas de perfis de rede social e e-mail, informações sobre transações bancárias, mensagens instantâneas, etc. Emitir nota fiscal eletrônica em uma rede hackeada, por exemplo, pode entregar ao hacker inúmeros dados da empresa.



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