Quando não contratar um familiar?

12/08/15 12:27
 
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Quando não contratar um familiar?

Em época de crise econômica, muitos empreendedores veem em seus familiares uma chance de economizar no custo com funcionários e de otimizar o negócio com contratações. Entretanto, o nepotismo com pessoas despreparadas pode arcar em futuros problemas para a companhia, desde erros frequentes até a uma inesperada falência. 

Por isso, é importante entender se o parente é, de fato, um profissional qualificado para contribuir com o empreendimento, e que dizer a palavra “não” é uma ação necessária em alguns casos. De acordo com o diretor-presidente da Jvalério, Eduardo Valério, optar por empregados qualificados é importante, independente dele ser um familiar preparado ou um profissional externo: 

Na empresa, o que prevalece é o conjunto de competências e não os laços familiares. Um executivo de uma companhia, seja ele membro da família ou não, deve atender aos requisitos do cargo ou função que ocupa. A única questão é que a contratação do executivo não familiar torna o processo isento do conflito de interesses que pode ocorrer com a contratação de um parente”, afirma ele. 

Outro fator que não é estipulado pelos empreendedores e que pode atrapalhar na hora de gerenciar o andamento da empresa é o limite na quantidade de funcionários que possuam vínculo familiar com o dono ou o gerente da organização. 

Valério explica que em relação à quantidade de familiares na empresa, é recomendado que, primeiramente, seja feita a avaliação de potencial dos familiares que pleiteiam cargos. Além dessa medida, ele salienta que os empreendedores devam possuir um projeto estruturado de estágio e trainee, pois assim, a preparação fica mais consistente e com possibilidade de ajustes. 

APRENDENDO A DIZER NÃO 

Por conta da relação com o familiar, negar alguns pedidos ou autorizações ao funcionário-parente é um grande dilema. O diretor-presidente da Jvalério diz que nesses momentos, não há como estremecer, uma vez que o familiar contratado não está dando o resultado esperado. 

Para esta situação, o melhor caminho é o desligamento, como é feito com qualquer outro executivo não-familiar. O cuidado deve ser dado ao comunicar o núcleo familiar, a fim de preparar o ambiente para a comunicação do desligamento”, ressalta. 

Em contrapartida, um bom funcionário familiar traz grandes vantagens e que devem ser valorizadas pelo empreendedor. Para Valério, um familiar que traz consigo os valores e princípios da família e, sobretudo, o desejo da perpetuação do negócio familiar, é uma contratação bastante positiva. 

O importante é que as empresas familiares elaborem o seu ‘Acordo de Família e de Sócios’, onde lá são alocadas, entre outras coisas, quais as regras para ingresso e saída de parentes da empresa. Com isso, o controle e a gerência se mostram mais eficazes”, completa.



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