Pelo bem do planeta

31/08/15 18:18
 
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Pelo bem do planeta

Já parou para pensar no quanto a combinação ‘juventude + tecnologia’ pode ser positiva para o desenvolvimento da sociedade? Pois este foi o principal pilar do Hackathon Mais da Sustentabilidade, premiação lançada pelo Programa Benchmarking Brasil, em parceria com cursos de Tecnologia da Informação das universidades Anhembi Morumbi e Uninove. 

Lançado neste ano, o foco do projeto é incentivar e reconhecer o talento de jovens designers e programadores que, com seus aplicativos, ajudam a construir uma nova consciência e cultura em relação aos desafios socioambientais de nossa época. 

Nesta edição a principal motivação do projeto foi selecionar e certificar cinco aplicativos desenvolvidos com foco no suporte ao uso racional da água. Segundo a idealizadora do Programa Benchmarking Brasil e ambientalista engajada, Marilena Lino de Almeida Lavorato, foram recebidos, ao todo, 10 projetos que foram apresentados para as empresas Benchmarking e demais públicos com interesse na temática. 

Marilena destaca que a metodologia é utilizada pelos projetos do Programa Benchmarking Brasil envolve alunos e professores das escolas e universidades parceiras, e a partir de então, estes alunos são estimulados e orientados por seus professores para a inscrição de seus projetos e aplicativos no Hackathon Mais da Sustentabilidade. 

“Dos 10 inscritos, cinco foram premiados. Seus autores alunos e professores foram reconhecidos junto a universidade e, principalmente, tiveram muito espaço para falar sobre eles. A sociedade também ganhou, pois teve a oportunidade de conhecer aplicativos que podem ajudá-los no controle hídrico. Agora estes apps ganharam mais força para conseguirem aportes para conseguirem espaço no mercado”, acrescenta.

Conheça os primeiros colocados na votação do júri técnico e do júri popular 

Level Up+: criado por Erico Luiz Frank, 19 anos, e Rodrigo Silveira Dias de Lima, 30 anos, alunos da Uninove, foi o grande vencedor pelo júri técnico. O aplicativo aposta no poder das mídias sociais já que os usuários postam fotos de vazamentos de água em vias públicas, pessoas lavando carros, calçadas etc. As fotos terão um geolocalizador de onde foi tirada ajudando os funcionários da rede de saneamento básico da cidade identificar e solucionar rapidamente o problema. “Nossa ideia é trazer a responsabilidade social não apenas às empresas de saneamento básico, mas para o público em geral, para que atuem como vigilantes. Ele ajuda a passarmos pela grave crise hídrica, aliando rapidez e o alcance das mídias sociais”, explica Frank.

Irriga-Ação: auxilia no consumo inteligente de água para irrigação, uma das principais formas de desperdício do recurso no mundo que chega a 70%. Segundo seu criador, Fabrício Tenaglia, da Anhembi Morumbi, o app calcula a quantidade de litros de água necessários para irrigar uma determinada área da propriedade, ajudando o produtor rural a usar o recurso de forma mais racional, evitando desperdícios, porém mantendo a produtividade.

Mizu: dos alunos da Uninove. Ele é um jogo eletrônico para Windows e Android voltado para o público infantil com o objetivo de ensinar as crianças a utilizar corretamente a água. Nele, o jogador assumirá o papel do personagem Mizu (palavra japonesa que significa água), que precisa descobrir o motivo do rio estar secando ele andará pela cidade em busca de vazamentos e desperdícios. O jogador terá que reverter esse quadro para evitar que o rio desapareça e a vida da região seja extinta.

Ponto Falho: desenvolvida pelo aluno Igor Siqueira, da Universidade Anhembi Morumbi, é uma ferramenta fácil para ajudar a população a fiscalizar problemas de desperdício de água em vias públicas. Bastam três toques na tela do celular para fotografar o problema e informar o poder público. O aplicativo também pode elaborar relatórios diários sobre quantidade de pontos de desperdício de água (vazamentos etc); e ajudar na melhoria de controle das autoridades e participação da sociedade de forma rápida e eficaz. Pelo aplicativo, a população pode ainda monitorar o tempo médio gasto pela empresa de distribuição de água para consertar o vazamento e a quantidade de pontos de desperdício em toda a cidade.

Reuso: de autoria do aluno Claudeiton Brito Dias, da Uninove, o app orienta como utilizar a água da chuva, do banho ou da máquina de lavar roupas para ser reutilizada para regar as plantas domésticas e evitar desperdícios sem prejudica-las. O aplicativo traz ainda dicas de como armazená-la.

Por fim, a idealizadora do Programa Benchmarking Brasil destaca que utilizar a tecnologia é um dos melhores caminhos para superarmos as dificuldades sustentáveis que enfrentamos. Mas não é o único. “Existem formas convencionais que continuam eficientes para conscientizar e transformar, como por exemplo, por encontros e seminários técnicos. As novas tecnologias quando usadas com coerência e ética certamente são transformadoras. Nós, do Programa Benchmarking Brasil sabemos disto e incluímos os jovens e as novas tecnologias por acreditarmos que a transformação acontecerá se tivermos massa crítica suficiente para construção de inteligência coletiva em sustentabilidade”, finaliza.



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